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MURMURAÇÕES POR IGNORÂNCIA

Autor: Apóstolo Sinomar Silveira

Os mesmos problemas enfrentados por Moisés no deserto se repetem hoje no cenário das nossas igrejas. Muitos líderes eclesiásticos quase sempre entram em “parafuso” por causa das injustiças cometidas contra eles. Não fosse a misericórdia do Senhor, protegendo os seus “ungidos”, muitos já teriam perecido em seu labor em prol do desenvolvimento do reino de Deus.

Hoje, em muitos lugares, há uma mentalidade medíocre de que os obreiros em geral devem viver uma vida de escravidão e de mendicância. Esta é a herança maldita, da qual muitos ainda não se libertaram.

Muitas vezes os homens de Deus recebem bênçãos materiais, se levantam dentro da comunidade aqueles que só fazem perverter os direitos dos outros e murmuram por tudo. Desconfiam de tudo e liberam palavras maldosas, fruto de uma inveja descontrolada e doentia.

A função do líder é clara nas Escrituras. No caso de Moisés, por exemplo, a sua tarefa não era cavar poço no deserto para dar água ao povo. A função precípua de um líder é conduzir o povo à presença de Deus. É alimentar o rebanho, exortar e orientar a cada um, objetivando a sua maturidade espiritual.

Mas hoje, em muitas igrejas, o pastor é acionado para as coisas mais absurdas e, se não atende, é desamoroso e não corresponde às expectativas.

Minha esposa (falecida) Elizabeth, que também é pastora, gastou mais de trinta minutos ao telefone com uma irmã da igreja, que insistia com ela para ir, à noite, à sua casa, para interceder pelo seu gato adoentado. Não foi fácil para minha esposa convencê-la a procurar um veterinário.

Muitas vezes, quando o líder não atende a uma reivindicação, torna-se alvo de murmurações. Na realidade, nem sempre é possível atender a todos os pedidos. Nestes tempos de vacas magras, sou muito procurado por pessoas que estão desempregadas, procurando ajuda. Nem sempre consigo empregar a todos. A coisa tá ficando cada vez mais difícil, mas muitos não entendem e ficam tristes comigo e me fazem até críticas maldosas: “Ele se apegou o fulano de tal e não fez nada por mim…”.

Certas solicitações são abusadas! Uma mulher da alta sociedade veio para a Igreja e logo demonstrou ser realmente muito rica. No nosso primeiro encontro ela foi incisiva: “Preciso de pastoreamento semanal. O senhor tem condições de fazer isso?” Eu disse que não, mas poderia ajudá-la dentro das minhas possibilidades. Ela achou muito pouco em comparação com o tamanho do seu dízimo. Bem, ali mesmo terminou a sua membrezia. Ouvi dizer que até hoje ela fala de mim por aí – da minha falta de visão.

Na Igreja Primitiva, em Jerusalém, havia uma distribuição diária dos alimentos, e os doze apóstolos coordenavam o programa. Mas os helenistas, vendo-se prejudicados, abriram a boca no mundo e, se a comunidade dos discípulos não tivesse tomado medidas urgentes, o ambiente poderia ter se deteriorado completamente. Aquela murmuração contra a liderança não insistiu, porque os apóstolos tomaram providências sábias e imediatas. Se a crítica é injusta, não devemos nos irritar; se ela é ignorante, devemos sorrir; se ela é justa devemos aprender com ela.

Os filhos de Deus devem procurar a maturidade. Cada um revela a sua estatura de fé pelo que diz. Os faladores dentro da igreja, os choramingas, estão longe de conhecer a idade adulta.

Às vezes eu tenho mais medo da língua em certos “irmãos” do que voar num avião sem asas. Vejo que para ser um crítico mordaz, não há necessidade de inteligência nem de educação.

Paulo, o apóstolo, recomenda aos crentes de Filipos: “Fazei tudo sem murmuração nem contendas”(Fp 2:14).

É plenamente possível realizar toda a obra de Deus num clima de paz e solidariedade. Basta viver o texto de Romanos 12, no verso 9 ao 21. Começa assim: “O amor seja sem hipocrisia. Detestai o mal, apegando-vos ao bem. Amai-vos em honra uns aos outros […]

(Trecho do Livro Murmuradores)

 

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